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      <title>Aspirina B</title>
      <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/</link>
      <description>Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.</description>
      <language>pt</language>
      <copyright>Copyright 2009</copyright>
      <lastBuildDate>Thu, 24 Jul 2008 09:04:12 +0000</lastBuildDate>
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         <title>bullfighting??</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="BullFighting--copy.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/aspirina B/BullFighting--copy.jpg" width="394" height="436" /></p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2008/07/bullfighting.html</link>
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         <category></category>
         <pubDate>Thu, 24 Jul 2008 09:04:12 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title># Bullfighting??</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="BullFighting--copy.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/aspirina B/BullFighting--copy.jpg" width="394" height="436" /></p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2008/07/_bullfighting_1.html</link>
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         <category>Jorge Mateus</category>
         <pubDate>Thu, 17 Jul 2008 15:33:35 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>ESTAMOS AQUI</title>
         <description><![CDATA[<p><br />
<strong>Ó viandante despistado nos caminhos da vida, meu irmão, meu igual:</p>

<p>ESTAMOS <a href="http://aspirinab.com/"target="_blank">AQUI</a>. </strong></p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/estamos_aqui.html</link>
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         <category>Fernando Venâncio</category>
         <pubDate>Mon, 22 Oct 2007 18:44:35 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>ASPIRINAB.COM</title>
         <description><![CDATA[<p><strong>Amigos, Senhores e outros Mortais,</p>

<p>Lamentamos interromper o vosso serão. </p>

<p>Está o Tiago Martim a lavar a louça, está a Soraia Vanessa a deitar os miúdos, está a Dona Gilda quase quase a acabar o sodoku, está o Doutor Gustavo, de fones postos, na lição 7 do harpsicórdio – e vimos nós desassossegar tão amável mundo. Custa-nos sobretudo interromper o Gato Fedorento, que tão promissoramente nos precedeu na passagem destas bloguíticas paragens para sítios se possível ainda mais vistosos. Mas, vai ver já, a interrupção tinha mesmo de ser.</p>

<p>É que, Senhores, Mortais e outros Amigos, nós estamos noutra. Percebeu bem: o Aspirina está noutra. Onde? Onde? Isso agora… </p>

<p>Para achar coisa apelativa, investigámos, estudámos, suámos, fizemos três biliões de operações por segundo. Mudávamos os parâmetros, fazíamos rotação de algoritmos, e o resultado era sempre, sempre o mesmo. Este: </p>

<p>aspirinab.com</p>

<p>Só. Só assim. Nem uns dâblius para uma última hesitação, um último desvio.</p>

<p>Rendemo-nos, pois. Migrámos. Transumançámos. Com armas e bagagens, lá fomos instalar-nos. Já lá estamos. Já lá estávamos. Foi o segredo mais bem guardado do século. E ainda ele é uma criança.</p>

<p>Não precisam, agora, de dizer nada, Mortais, Amigos e outros Senhores. O silêncio será sempre de ouro. Mas, se tiver que ser, façam-no lá. Não aqui. Lá. <a href="http://aspirinab.com/"target="_blank">Aqui. </a></strong></p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/aspirinabcom.html</link>
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         <category>Fernando Venâncio</category>
         <pubDate>Sun, 21 Oct 2007 22:08:46 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Sócrates faz implodir o Aspirina B</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="TroiaSocrates.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/TroiaSocrates.jpg" width="276" height="368" /></p>

<p>As imagens não mentem. E a supra regista o olhar malvado do nosso Primeiro, logo secundado pelo sorriso maquiavélico de Belmiro. O industrial, feliz por ver ir abaixo um blogue que tinha mais leitores do que os editoriais do Zé Manel Fernandes. O ministro, por estar apostado em sufocar a imprensa livre, e já só restava este blogue onde ainda se podia ler um ou outro elogiozinho à sua prestação. O resto da comunicação social está vendida, é tudo a dizer mal de quem se sacrifica no Governo para cuidar duma cáfila de ingratos. Como dolorosamente se sabe, Sócrates não tolera desvios ao seu plano de acabar com as vozes desafinadas.</p>

<p>Maneiras que pum! Isto também nunca deu dinheiro, nadinha. Prova da sua inutilidade, irrelevância e mau-gosto. Espero que este espaço, que é tão bonito e amplo, se conserve aberto ao público. E que as famílias venham até cá, no futuro, fazer piqueniques ou outras coisas. </p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/socrates_faz_implodir_o_aspiri.html</link>
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         <category>Valupi</category>
         <pubDate>Sun, 21 Oct 2007 02:38:20 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>ó inclemência! ó martírio...</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="aspirina.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/aspirina.jpg" width="449" height="444" /></p>

<p><strong>susana</strong></p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/o_inclemencia_o_martirio.html</link>
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         <category>Susana</category>
         <pubDate>Sat, 20 Oct 2007 18:42:36 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>O fim do Aspirina B</title>
         <description><![CDATA[<p>A única coisa que me consola com o fim do Aspirina B é o facto de me ver finalmente livre da Susana, do Valupi e do Fernando Venâncio (os outros, confesso, mereciam muito melhor pousio do que este). Só me resta desejar uma coisa: que este blogue não renasça fruto de alguma metempsicose traiçoeira. Um grande abraço a todos os comentadores. Os que me veneram, é claro. Os restantes que se fodam. Amém.</p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/o_fim_do_aspirina_b.html</link>
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         <category>João Pedro da Costa</category>
         <pubDate>Sat, 20 Oct 2007 17:30:06 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Quem te teasa amigo é</title>
         <description><![CDATA[<p><strong>À beira de irmos aqui no Aspirina - colectivamente - desta para melhor, justifica-se <br />
uma <em>check list</em> dos nossos muitos pecados. Um exaustivo exame de consciência, em suma.</p>

<p>Encontrei, <a href="http://daliteratura.blogspot.com/2007/10/bloga.html"target="_blank">aqui</a>, o rasto para essa <a href="http://nefriakai-1.blogspot.com/2007/10/alguns-tipos-de-bloguistas-e-como-os.html"target="_blank">lista</a>. </p>

<p>«Não conheço blog plural que sobreviva». Um aviso? Um <em>teaser</em>? Agradecemos. </strong></p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/desta_para_melhor.html</link>
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         <category>Fernando Venâncio</category>
         <pubDate>Sat, 20 Oct 2007 10:31:35 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>A paixão de sóror Josefa do Menino Deus</title>
         <description><![CDATA[<p>Entre os seus papéis venerados no convento, depois de uma morte em odor de santidade, ao esmorecer da tarde de sexta-feira, dia 21 de Outubro de 1768, havia um soneto à margem do qual estava anotado pela madre superiora: “Soneto que fez a mui piedosa sóror Josefa do Menino Deus, grande devota da nossa Santa Madre Teresa, a quem neste soneto modestamente quis imitar depois que leu e meditou na bondade de Nosso Senhor pelo perdão que concedeu à mulher adúltera.”</p>

<p>A fama de santidade de sóror Josefa terá sido justa. Mas as razões que a levaram a todos os jejuns e penitências que apressaram a sua morte, e às longas orações muito além do que a regra impunha, foram outras que não essas por que é costume fazerem-se os santos. Como prova documental, que a uns servirá de acusação e a outros de exaltação das suas virtudes, leia-se a última carta que escreveu antes de ir para o convento. Guardava dela o rascunho, que só entregou, a dois dias da morte, a sóror Maria do Imaculado Coração para que a revelasse quando lhe parecesse conveniente, e no caso de entender que poderia servir de exemplo para prevenir futuros e desgraçados casos como o seu.</p>

<p>A carta, sem o nome do destinatário, começa com uma saudação simples: “Meu Amor”, e logo no princípio a jovem Josefa deixa perceber claramente as razões por que assim procedia.</p>

<p><strong>DANIEL DE SÁ</strong>	</p>

<p>.<br />
</p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/a_paixao_de_soror_josefa_do_me.html</link>
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         <category>Daniel de Sá</category>
         <pubDate>Fri, 19 Oct 2007 11:53:20 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Lisboa é um tratado</title>
         <description><![CDATA[<p>Menos de 1% de portugueses saberá do que trata o Tratado de Lisboa. Estarei a ser optimista, pois a verdade será a de que menos de 0,1% de portugueses tem razoável noção do que está em causa neste acordo. E serão 0,01% de portugueses aqueles que poderiam discutir o texto com algum proveito intelectual para os espectadores. Finalmente, talvez apenas 0,001% de portugueses tenha conhecimento suficiente de todo o processo para dele ter uma visão completa. Sim, estou a falar de 100 pessoas.</p>

<p>Seria de esperar que a situação permitisse aos partidos e aos publicistas alguma promoção da cidadania. Seria de esperar se ainda esperássemos alguma coisa inteligente dos caquécticos que ocupam o espaço público. Mas eles não falham, e até há quem se esteja a queixar de não ter sido gasto vinho do Porto na celebração. A bebedeira da imbecilidade não vai conseguir entornar o facto: a presidência portuguesa esteve à altura do desafio, ou terá superado as expectativas, mostrando capacidades técnica e política irrepreensíveis. Os mesmos das mesmas inanidades seriam os mesmos de outras insanidades caso tivesse fracassado o encontro. Viriam dizer que tal insucesso provava a incapacidade de Sócrates para chefiar o Governo de Portugal, e que tudo se devia à arrogância e autoritarismo tirano do fascista do <em>jogging</em>.</p>

<p>Quando se troca o amor à bandeira pelo amor à camisola, a camisola fica a cheirar muito mal.</p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/lisboa_e_um_tratado.html</link>
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         <category>Valupi</category>
         <pubDate>Fri, 19 Oct 2007 11:38:30 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>From here to eternity</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="deborah kerr2.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/deborah%20kerr2.jpg" width="577" height="698" /><br />
</p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/from_here_to_eternity_1.html</link>
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         <category>Valupi</category>
         <pubDate>Thu, 18 Oct 2007 19:11:13 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Justificação de faltas</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="quatrodiscos.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/quatrodiscos.jpg" width="559" height="139" /></p>

<p><br />
</p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/justificacao_de_faltas_1.html</link>
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         <category>João Pedro da Costa</category>
         <pubDate>Wed, 17 Oct 2007 17:17:56 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>A minha Ota</title>
         <description><![CDATA[<p><br />
<img alt="000417kk.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/000417kk.jpg" width="709" height="424" /></p>

<p><br />
Em 1970, na esquadra da Ota, tudo chegava da América, ressalvando os géneros do rancho que vinham das hortas de Alenquer. Os aviões eram da guerra da Coreia, e a literatura que neles vinha inclusa tinha eficácia há muito comprovada, ou nas escolas do Texas ou em bases do Arizona. Ninguém sabia porquê, mas tudo funcionava. Obtinha-se a máxima produtividade com investimento mínimo, um conceito alienígena que só muito mais tarde assentaria arraiais no linguajar comum.</p>

<p>Faltava-nos treinar a sobrevivência no mar. E se a questão parece de somenos, num país de marinheiros, logo adquire as dimensões duma Ilíada caseira, quando calha apagar-se o fogareiro a trinta milhas da costa. E lá veio uma equipa americana.</p>

<p>Fingiu-se o mar na piscina que ali estava, ao fundo duma ladeira, rodeada de eucaliptos. Um cabo de aço amarrado numa copa, um rappel vertiginoso, e no fim um abraço de madrasta, à nossa espera nas águas de Fevereiro. Livra-te do arnês do pára-quedas, nada até ao salva-vidas que além está, a dançar ao rés das ondas, iça-te lá para dentro sem demora, verifica a pistola de sinais, os fumos e tudo o resto, não te esqueças dos anzóis que te farão muita falta, se ainda não congelaste estás muito bem assim, já que estás na mão de Deus.</p>

<p>Depois era só vencer os cem metros da ladeira, as botas a chocalhar e o fato a gotejar limos, e o vento enregelado que vinha do Montejunto, a morder-nos nas orelhas, a alancear-nos o peito.</p>

<p>A princípio ainda corri, mas aos poucos foi-me afrouxando o passo. E à porta do alojamento caí na primeira escada. Foi aí que me encontrou aquele anjo da guarda da senhora das limpezas, que vinha a pegar no turno. Deu o alerta, pôs-se a gritar por ajudas, e soltou-me das vestes encharcadas os ossos que estalavam sem controle. Levaram-me escada acima, meteram-me num chuveiro, gritaram que o médico viesse. E ele veio, um velho que era dentista, e estava na escala de serviço. Só o meu corpo é que não obedecia, tomado dum frenesi.</p>

<p>Desistiram do chuveiro que fervia, enfiaram-me na cama, e abraçaram a mim, numa esperança de milagre, o corpo generoso da <em>femme de ménage</em>, que me ofereceu o peito avantajado. Era uma <em>pietá</em> pagã. Mas nem ela conteve o motim dos meus ossos, nem acalmou aquela rebelião. E ainda hoje estou para decifrar o raciocínio do médico, que fez sair a mulher e lhe tomou o lugar, implorando ao meu corpo que parasse de vibrar.</p>

<p>Lentamente foi amainando o desvario, e os meus ossos deixaram de estalar. Eu voltei a tomar posse de mim mesmo e dispensei os serviços do médico. Tudo isto contaram-mo depois, o resto dos pormenores não os sei. Mas foram por muito tempo motivo de chacota. E talvez tema dum congresso médico, ou de algum <em>brain-storming</em> na América. A gente sabe lá! </p>

<p><strong>Jorge Carvalheira</strong></p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/a_minha_ota.html</link>
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         <category>Jorge Carvalheira</category>
         <pubDate>Wed, 17 Oct 2007 17:07:10 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>O falso Sporting-Benfica de 1907</title>
         <description><![CDATA[<p>No passado dia 29 de Setembro, o jornal <strong>A Bola </strong>publicava uma foto supostamente «histórica»: os presidentes do Sporting e do Benfica em alegre confraternização num campo pelado de Carcavelos, celebrando o centenário do primeiro derby entre «leões» e «águias». </p>

<p>Ora, a verdade é que o Sport Lisboa e Benfica só foi fundado em Setembro de 1908 e não poderia ter disputado nenhum derby em 1907. Consultando os jornais da época vê-se, na página 2 do <strong>Diário de Notícias </strong>de 2-12-1907, na rubrica «Vida Sportiva», uma notícia sobre o jogo entre o Sporting Clube de Portugal e o Sport Lisboa, cujo resultado foi de dois «goals» contra um. O jornal <strong>O Século </strong>dá uma notícia mais desenvolvida, sendo os elementos os mesmos. </p>

<p>Mas o livro <strong>Repórteres e reportagens de primeira página</strong>, de Jacinto Baptista e António Valdemar, na sua página 41 e sob o título «O primeiro Sporting-Benfica em 1907», vai mais longe. Ao citar as duas notícias do dia 2-12-1907, os seus autores tentam (num certo sentido) emendar a história: acrescentam um parêntesis recto e as palavras «e Benfica». Fazem essa operação duas vezes como quem repreende os zelosos jornalistas de 1907. </p>

<p>Simplesmente, os jornalistas de então limitaram-se a escrever a verdade: em 1907 não havia o Sport Lisboa e Benfica, que só foi fundado em Setembro de 1908. Logo não houve nenhum derby em 1907. </p>

<p>Os basbaques de 2007 (a começar pelos presidentes dos clubes) lá engoliram mais esta patranha do jornal <strong>A Bola</strong>. </p>

<p><strong>José do Carmo Francisco       </strong> <br />
</p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/o_falso_sportingbenfica_de_190.html</link>
         <guid>http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/o_falso_sportingbenfica_de_190.html</guid>
         <category>José do Carmo Francisco</category>
         <pubDate>Wed, 17 Oct 2007 07:53:40 +0000</pubDate>
      </item>
            <item>
         <title>Abrir a Pestana</title>
         <description><![CDATA[<p>As declarações de Catalina Pestana ao <a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=60125"><em>Sol</em></a> são assombrosas. Não conheço, em toda a minha vida, caso mais grave do que este, da Casa Pia, no que respeita à possibilidade de se credibilizar a suspeita de não estarmos num Estado de Direito. As suas denúncias são esmagadoras, o silêncio à sua volta explosivo. E qualquer cidadão que passe numa junta médica de psiquiatria pode ter estas duas certezas: crimes foram cometidos e muita gente no topo do Poder sabe por quem.</p>

<p>Os que se calam com algo para dizer, de políticos a publicistas, de jornalistas a polícias, de vítimas a testemunhas, podem ter as melhores razões do mundo, incluindo a defesa da vida se a sentirem ameaçada. O que não podem é castigar o mensageiro. Ora, Ana Gomes oferece-nos um exuberante <a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2007/10/pia-ex-provedora.html">sintoma</a> da doença moral com que a democracia portuguesa tem vivido nos últimos 30 anos. Creio que não serão apenas as peculiares hormonas femininas a explicarem a decisão de ter construído um soez ataque onde brinca com a gíria de <em>pia</em>. Há aqui outros factores em acção, como uma pulsão tribal, um ódio visceral contra outra fêmea, um urro de negação das evidências. E isso nem será o mais importante, pois todos temos direito à animalidade. O que verdadeiramente me fascina é a assunção de conhecimento. Ana Gomes revela saber de alguma coisa secreta, ilegal e escabrosa. Ela sabe de alguma coisa sobre os "outros", os da outra tribo, do outro clube. E, justiceira, poderosa, equitativa, pergunta, protesta, ameaça. </p>

<p>Quer-se dizer. Ou seja. Isto é. E cá para mim. A Ana. Também. Não. Pia.</p>]]></description>
         <link>http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/abrir_a_pestana.html</link>
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         <category>Valupi</category>
         <pubDate>Tue, 16 Oct 2007 18:00:17 +0000</pubDate>
      </item>
      
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