Carta aberta
Aos promotores do Manifesto Como uma liberdade.
Caros Tiago Barbosa Ribeiro e Rui Bebiano:
Como muitas outras opiniões já entretanto publicadas, acho que o vosso texto poderia ser muito mais conciso e, portanto, facilitar a criação de um mínimo denominador comum na defesa daquilo que creio ser o vosso/nosso objectivo central e de princípio: a defesa da liberdade de expressão, sem foro privativo para a fé e crenças religiosas e/ou filosóficas.
Quanto ao resto: o Ocidente, o anti-relativismo, etc. – sinceramente dispenso. Um relativista japonês não pode assinar este manifesto pela liberdade de expressão? O que justificaria essa exclusão?
Mas mais do que isso, desejo protestar contra a inexistência de uma caixa de comentários. Que abaixo-assinado pela liberdade de expressão pode viver sem um espaço onde os signatários possam deixar mais um comentário, uma precisão ou uma ressalva?
Não é tarde para abrir esse espaço, já não acoplado a cada assinatura, mas como folha em branco autónoma onde cada um pode deixar a sua opinião. Não faço depender disso a minha assinatura porque não quero que pensem que invento desculpas para não assinar. Mas apelo ao vosso sentido de justiça e equanimidade perante os co-signatários para que o façam.
Tudo ponderado, a minha assinatura será
Rui Tavares, historiador, Lisboa
Publicarei este mail sob a forma de carta aberta.
Abraços libertários
[Rui Tavares]






