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fevereiro 10, 2006

Carta aberta

Aos promotores do Manifesto Como uma liberdade.

Caros Tiago Barbosa Ribeiro e Rui Bebiano:

Como muitas outras opiniões já entretanto publicadas, acho que o vosso texto poderia ser muito mais conciso e, portanto, facilitar a criação de um mínimo denominador comum na defesa daquilo que creio ser o vosso/nosso objectivo central e de princípio: a defesa da liberdade de expressão, sem foro privativo para a fé e crenças religiosas e/ou filosóficas.

Quanto ao resto: o Ocidente, o anti-relativismo, etc. – sinceramente dispenso. Um relativista japonês não pode assinar este manifesto pela liberdade de expressão? O que justificaria essa exclusão?

Mas mais do que isso, desejo protestar contra a inexistência de uma caixa de comentários. Que abaixo-assinado pela liberdade de expressão pode viver sem um espaço onde os signatários possam deixar mais um comentário, uma precisão ou uma ressalva?

Não é tarde para abrir esse espaço, já não acoplado a cada assinatura, mas como folha em branco autónoma onde cada um pode deixar a sua opinião. Não faço depender disso a minha assinatura porque não quero que pensem que invento desculpas para não assinar. Mas apelo ao vosso sentido de justiça e equanimidade perante os co-signatários para que o façam.

Tudo ponderado, a minha assinatura será

Rui Tavares, historiador, Lisboa

Publicarei este mail sob a forma de carta aberta.

Abraços libertários

[Rui Tavares]

janeiro 31, 2006

Hamas que vêm por bem

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O líder de uns está morto, outro está perto disso. Os dois têm na sua história uma longa lista de homicídios. Talvez comece a ser possível os governos de Israel e da Palestina conversarem. Afinal de contas, agora falam a mesma língua.

O governo de Deus

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Ontem nos EUA, hoje na Palestina, amanhã no Egipto, no Iraque, no Afeganistão... No Mundo Inteiro!

janeiro 24, 2006

Se Cavaco é Presidente da República, Sócrates primeiro-ministro, Barroso Presidente da Comissão Europeia e Bush ainda anda por aí...

...cantemos com Brian.
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Vai ao psicanalista que isso passa

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Francisco Louçã e o Bloco de Esquerda tiveram uma indiscutível derrota eleitoral. Mas vale a pena ler o editorial de José Manuel Fernandes (JMF) de hoje [link não disponível]. JMF tenta transformar uma derrota – que, já agora, mesmo que seja fraca a consolação, é o segundo melhor resultado do espaço do BE desde o seu nascimento – numa hecatombe que põe o BE à beira da extinção.

No seu texto, JMF compara (e a compação é pertinente) os resultados das últimas legislativas com os das presidenciais, em vários distritos. Sempre sem dizer a que distritos se refere e sem nunca dar um número. Na verdade, em vários exemplos, os dados com que avança não se aplicam a nenhum distrito ou concelho. Num caso, não encontrando melhor, escolhe uma freguesia, a única que explicita. Mas num texto tão extenso e explicativo – uma novidade nas prioridades de JMF –, nunca o director se dá ao trabalho comparar o totais nacionais de há um ano e de agora. Compreende-se. O seu texto deixaria de fazer qualquer sentido. É que quem o leia fica com a estranha sensação de que perdeu alguma coisa da noite eleitoral e que o BE pura e simplesmente desapareceu do mapa.

Recordo: o Bloco desceu de 6,4 para 5,3, depois de vir dos 3% em legislativas e presidenciais anteriores. Mais uma vez: o seu segundo melhor resultado em 8 eleições nacionais. Mais uma vez: uma derrota. Não uma calamidade, mas uma derrota. Só que, lamentavelmente para JMF, não foi aquela com que ele sonhara. E, já sabemos desde o Iraque, quando as coisas não acontecem como JMF quer, JMF cria-as. JMF abandonou a extrema-esquerda mas o estilo "Voz do Povo" nunca abandonará JMF. Só que, também como sempre, a sua excitação é tanta que acaba por denunciar a sua patologia. No caso do Bloco, trata-se de um caso que só a psicanálise pode resolver.

PS – Fica para mais tarde o contra-factual a todos os "dados" avançados por JMF, mostrando o nível delirante da sua prosa. Não o faço agora, porque me soaria, pelo menos a mim, a desculpas de mau pagador. Uma derrota é uma derrota e quando a derrota vem, aceita-se sem grandes desculpas, deixando para mais tarde a análise cuidada. Mas se é verdade que no dia 22 o Bloco saiu derrotado, com este editorial, é a seriedade do jornal "Público" que fica mais uma vez posta em causa. E mais uma vez pela militância de um director que está a transformar o melhor jornal português num projecto político pessoal. Definitivamente, há homens que não estão à altura do lugar que ocupam.

janeiro 23, 2006

Comissão quer europeus menos cagões

A Comissão Europeia está a obrigar os Estados membros a aplicar a taxa de IVA normal para as fraldas.

Há quem esta noite tenha dormido descansado

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Tira a bandeira do saco

Os apoiantes do candidato suprapartidário festejaram a vitória com as bandeiras do PSD que andaram muito escondidinhas durante a campanha eleitoral.

janeiro 20, 2006

Repete comigo: re-ci-pro-ci-da-de

Rodrigo, é tudo muito bonito, mas quando é que chega o convite para o Acidental? E aviso já, eu só escrevo a pagar. O socialismo pode ser muito bonito, mas, como sabes, a economia de mercado também tem os seus encantos.

Jacques Chirahmadinejac

Jacques Chirac defendeu o recurso à arma nuclear como meio de dissuasão contra "os dirigentes de Estados que utilizem meios terroristas, assim como aqueles que tencionem usar armas de destruição maciça".

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janeiro 19, 2006

E à Revolução Francesa, à descoberta da roda, à chegada à Lua...

Manuel Alegre comparou a sua candidatura a um novo 25 de Abril.

janeiro 17, 2006

Já começa a fazer estragos

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Fotografia de Pedro Sarmento Costa/LUSA

janeiro 16, 2006

Comício de encerramento da candidatura de Manuel Alegre

TODOS AO CEMITÉRIO DOS PRAZERES!

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