<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?>
<feed version="0.3" xmlns="http://purl.org/atom/ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xml:lang="en">
<title>Aspirina B</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/" />
<modified>2008-07-24T09:04:55Z</modified>
<tagline>Aviso aos pacientes: este blogue é antianalgésico, pirético e inflamatório. Em caso de agravamento dos sintomas, escreva aos enfermeiros de plantão. Apenas para administração interna; o fabricante não se responsabiliza por usos incorrectos deste fármaco.</tagline>
<id>tag:,2009:/1543</id>
<generator url="http://www.movabletype.org/" version="3.2">Movable Type</generator>
<copyright>Copyright (c) 2008, Jorge Mateus</copyright>

<entry>
<title>bullfighting??</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2008/07/bullfighting.html" />
<modified>2008-07-24T09:04:55Z</modified>
<issued>2008-07-24T09:04:12Z</issued>
<id>tag:,2008:/1543.148565</id>
<created>2008-07-24T09:04:12Z</created>
<summary type="text/plain"></summary>
<author>
<name>Jorge Mateus</name>

<email>luis.rainha@laranjamecanica.pt</email>
</author>

<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="BullFighting--copy.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/aspirina B/BullFighting--copy.jpg" width="394" height="436" /></p>]]>

</content>
</entry>

<entry>
<title># Bullfighting??</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2008/07/_bullfighting_1.html" />
<modified>2008-07-17T15:44:10Z</modified>
<issued>2008-07-17T15:33:35Z</issued>
<id>tag:,2008:/1543.148564</id>
<created>2008-07-17T15:33:35Z</created>
<summary type="text/plain"></summary>
<author>
<name>Jorge Mateus</name>

<email>luis.rainha@laranjamecanica.pt</email>
</author>
<dc:subject>Jorge Mateus</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="BullFighting--copy.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/aspirina B/BullFighting--copy.jpg" width="394" height="436" /></p>]]>

</content>
</entry>

<entry>
<title>ESTAMOS AQUI</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/estamos_aqui.html" />
<modified>2007-10-22T18:48:43Z</modified>
<issued>2007-10-22T18:44:35Z</issued>
<id>tag:,2007:/1543.148420</id>
<created>2007-10-22T18:44:35Z</created>
<summary type="text/plain"> Ó viandante despistado nos caminhos da vida, meu irmão, meu igual: ESTAMOS AQUI....</summary>
<author>
<name>FMV</name>

<email>fmvenancio@hotmail.com</email>
</author>
<dc:subject>Fernando Venâncio</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><br />
<strong>Ó viandante despistado nos caminhos da vida, meu irmão, meu igual:</p>

<p>ESTAMOS <a href="http://aspirinab.com/"target="_blank">AQUI</a>. </strong></p>]]>

</content>
</entry>

<entry>
<title>ASPIRINAB.COM</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/aspirinabcom.html" />
<modified>2007-10-21T22:20:18Z</modified>
<issued>2007-10-21T22:08:46Z</issued>
<id>tag:,2007:/1543.148417</id>
<created>2007-10-21T22:08:46Z</created>
<summary type="text/plain">Amigos, Senhores e outros Mortais, Lamentamos interromper o vosso serão. Está o Tiago Martim a lavar a louça, está a Soraia Vanessa a deitar os miúdos, está a Dona Gilda quase quase a acabar o sodoku, está o Doutor Gustavo,...</summary>
<author>
<name>FMV</name>

<email>fmvenancio@hotmail.com</email>
</author>
<dc:subject>Fernando Venâncio</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><strong>Amigos, Senhores e outros Mortais,</p>

<p>Lamentamos interromper o vosso serão. </p>

<p>Está o Tiago Martim a lavar a louça, está a Soraia Vanessa a deitar os miúdos, está a Dona Gilda quase quase a acabar o sodoku, está o Doutor Gustavo, de fones postos, na lição 7 do harpsicórdio – e vimos nós desassossegar tão amável mundo. Custa-nos sobretudo interromper o Gato Fedorento, que tão promissoramente nos precedeu na passagem destas bloguíticas paragens para sítios se possível ainda mais vistosos. Mas, vai ver já, a interrupção tinha mesmo de ser.</p>

<p>É que, Senhores, Mortais e outros Amigos, nós estamos noutra. Percebeu bem: o Aspirina está noutra. Onde? Onde? Isso agora… </p>

<p>Para achar coisa apelativa, investigámos, estudámos, suámos, fizemos três biliões de operações por segundo. Mudávamos os parâmetros, fazíamos rotação de algoritmos, e o resultado era sempre, sempre o mesmo. Este: </p>

<p>aspirinab.com</p>

<p>Só. Só assim. Nem uns dâblius para uma última hesitação, um último desvio.</p>

<p>Rendemo-nos, pois. Migrámos. Transumançámos. Com armas e bagagens, lá fomos instalar-nos. Já lá estamos. Já lá estávamos. Foi o segredo mais bem guardado do século. E ainda ele é uma criança.</p>

<p>Não precisam, agora, de dizer nada, Mortais, Amigos e outros Senhores. O silêncio será sempre de ouro. Mas, se tiver que ser, façam-no lá. Não aqui. Lá. <a href="http://aspirinab.com/"target="_blank">Aqui. </a></strong></p>]]>

</content>
</entry>

<entry>
<title>Sócrates faz implodir o Aspirina B</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/socrates_faz_implodir_o_aspiri.html" />
<modified>2007-10-21T03:14:07Z</modified>
<issued>2007-10-21T02:38:20Z</issued>
<id>tag:,2007:/1543.148415</id>
<created>2007-10-21T02:38:20Z</created>
<summary type="text/plain"> As imagens não mentem. E a supra regista o olhar malvado do nosso Primeiro, logo secundado pelo sorriso maquiavélico de Belmiro. O industrial, feliz por ver ir abaixo um blogue que tinha mais leitores do que os editoriais do...</summary>
<author>
<name>Valupi</name>

<email>valupi@simplesnet.pt</email>
</author>
<dc:subject>Valupi</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="TroiaSocrates.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/TroiaSocrates.jpg" width="276" height="368" /></p>

<p>As imagens não mentem. E a supra regista o olhar malvado do nosso Primeiro, logo secundado pelo sorriso maquiavélico de Belmiro. O industrial, feliz por ver ir abaixo um blogue que tinha mais leitores do que os editoriais do Zé Manel Fernandes. O ministro, por estar apostado em sufocar a imprensa livre, e já só restava este blogue onde ainda se podia ler um ou outro elogiozinho à sua prestação. O resto da comunicação social está vendida, é tudo a dizer mal de quem se sacrifica no Governo para cuidar duma cáfila de ingratos. Como dolorosamente se sabe, Sócrates não tolera desvios ao seu plano de acabar com as vozes desafinadas.</p>

<p>Maneiras que pum! Isto também nunca deu dinheiro, nadinha. Prova da sua inutilidade, irrelevância e mau-gosto. Espero que este espaço, que é tão bonito e amplo, se conserve aberto ao público. E que as famílias venham até cá, no futuro, fazer piqueniques ou outras coisas. </p>]]>

</content>
</entry>

<entry>
<title>ó inclemência! ó martírio...</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/o_inclemencia_o_martirio.html" />
<modified>2007-10-20T18:45:16Z</modified>
<issued>2007-10-20T18:42:36Z</issued>
<id>tag:,2007:/1543.148414</id>
<created>2007-10-20T18:42:36Z</created>
<summary type="text/plain"> susana...</summary>
<author>
<name>Valupi</name>

<email>valupi@simplesnet.pt</email>
</author>
<dc:subject>Susana</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="aspirina.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/aspirina.jpg" width="449" height="444" /></p>

<p><strong>susana</strong></p>]]>

</content>
</entry>

<entry>
<title>O fim do Aspirina B</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/o_fim_do_aspirina_b.html" />
<modified>2007-10-20T17:38:36Z</modified>
<issued>2007-10-20T17:30:06Z</issued>
<id>tag:,2007:/1543.148413</id>
<created>2007-10-20T17:30:06Z</created>
<summary type="text/plain">A única coisa que me consola com o fim do Aspirina B é o facto de me ver finalmente livre da Susana, do Valupi e do Fernando Venâncio (os outros, confesso, mereciam muito melhor pousio do que este). Só me...</summary>
<author>
<name>João Pedro da Costa</name>

<email>almotasim@netcabo.pt</email>
</author>
<dc:subject>João Pedro da Costa</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>A única coisa que me consola com o fim do Aspirina B é o facto de me ver finalmente livre da Susana, do Valupi e do Fernando Venâncio (os outros, confesso, mereciam muito melhor pousio do que este). Só me resta desejar uma coisa: que este blogue não renasça fruto de alguma metempsicose traiçoeira. Um grande abraço a todos os comentadores. Os que me veneram, é claro. Os restantes que se fodam. Amém.</p>]]>

</content>
</entry>

<entry>
<title>Quem te teasa amigo é</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/desta_para_melhor.html" />
<modified>2007-10-20T11:04:18Z</modified>
<issued>2007-10-20T10:31:35Z</issued>
<id>tag:,2007:/1543.148410</id>
<created>2007-10-20T10:31:35Z</created>
<summary type="text/plain">À beira de irmos aqui no Aspirina - colectivamente - desta para melhor, justifica-se uma check list dos nossos muitos pecados. Um exaustivo exame de consciência, em suma. Encontrei, aqui, o rasto para essa lista. «Não conheço blog plural que...</summary>
<author>
<name>FMV</name>

<email>fmvenancio@hotmail.com</email>
</author>
<dc:subject>Fernando Venâncio</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><strong>À beira de irmos aqui no Aspirina - colectivamente - desta para melhor, justifica-se <br />
uma <em>check list</em> dos nossos muitos pecados. Um exaustivo exame de consciência, em suma.</p>

<p>Encontrei, <a href="http://daliteratura.blogspot.com/2007/10/bloga.html"target="_blank">aqui</a>, o rasto para essa <a href="http://nefriakai-1.blogspot.com/2007/10/alguns-tipos-de-bloguistas-e-como-os.html"target="_blank">lista</a>. </p>

<p>«Não conheço blog plural que sobreviva». Um aviso? Um <em>teaser</em>? Agradecemos. </strong></p>]]>

</content>
</entry>

<entry>
<title>A paixão de sóror Josefa do Menino Deus</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/a_paixao_de_soror_josefa_do_me.html" />
<modified>2007-10-19T11:55:34Z</modified>
<issued>2007-10-19T11:53:20Z</issued>
<id>tag:,2007:/1543.148407</id>
<created>2007-10-19T11:53:20Z</created>
<summary type="text/plain">Entre os seus papéis venerados no convento, depois de uma morte em odor de santidade, ao esmorecer da tarde de sexta-feira, dia 21 de Outubro de 1768, havia um soneto à margem do qual estava anotado pela madre superiora: “Soneto...</summary>
<author>
<name>FMV</name>

<email>fmvenancio@hotmail.com</email>
</author>
<dc:subject>Daniel de Sá</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Entre os seus papéis venerados no convento, depois de uma morte em odor de santidade, ao esmorecer da tarde de sexta-feira, dia 21 de Outubro de 1768, havia um soneto à margem do qual estava anotado pela madre superiora: “Soneto que fez a mui piedosa sóror Josefa do Menino Deus, grande devota da nossa Santa Madre Teresa, a quem neste soneto modestamente quis imitar depois que leu e meditou na bondade de Nosso Senhor pelo perdão que concedeu à mulher adúltera.”</p>

<p>A fama de santidade de sóror Josefa terá sido justa. Mas as razões que a levaram a todos os jejuns e penitências que apressaram a sua morte, e às longas orações muito além do que a regra impunha, foram outras que não essas por que é costume fazerem-se os santos. Como prova documental, que a uns servirá de acusação e a outros de exaltação das suas virtudes, leia-se a última carta que escreveu antes de ir para o convento. Guardava dela o rascunho, que só entregou, a dois dias da morte, a sóror Maria do Imaculado Coração para que a revelasse quando lhe parecesse conveniente, e no caso de entender que poderia servir de exemplo para prevenir futuros e desgraçados casos como o seu.</p>

<p>A carta, sem o nome do destinatário, começa com uma saudação simples: “Meu Amor”, e logo no princípio a jovem Josefa deixa perceber claramente as razões por que assim procedia.</p>

<p><strong>DANIEL DE SÁ</strong>	</p>

<p>.<br />
</p>]]>
<![CDATA[<p>“Não dizer sequer o teu nome é mal pequeno em si mesmo, mas muito grande pelas causas que me fazem calá-lo. Não confio nas mãos por que pode passar esta carta antes de alcançar as tuas. E não quero, meu Amor, que por esta paixão que é nossa pagues também culpas que não tens, como as não tenho eu, pois um amor assim ninguém escolhe nem dele foge, porque, se corro o risco de castigos em que nem pensar me atrevo pela aflição em que tal me põe, não te levarei nunca à perdição, que meu pai de tudo seria capaz para que fique mais perto de ter satisfeitas as suas ambições. Se o destino nos atraiçoar, a minha boca não dirá o teu nome, que no meu coração guardarei repetindo mil vezes, até que para sempre se me cale aquela e deixe este de bater, ainda que esteja perante o mais cruel dos verdugos que seja capaz de inventar os mais desatinados tormentos.</p>

<p>“Sebastião José quer que meu pai me dê em casamento a um dos representantes de Espanha nos negócios com Portugal por causa do tratado feito em Madrid, Don Fernando del Pardo, que dizem ter-se apaixonado loucamente por mim quando me viu no baile que sua majestade ofereceu aos enviados de Carlos III. Pretende o conde agradar em tudo aos espanhóis, para que mais facilmente os erros do tratado sejam corrigidos a favor de Portugal. </p>

<p>“Vê tu que depravados espíritos se juntam para nos perder! Meu pai, que Deus me perdoe, nunca soube o que era amar, ou talvez só alguma das suas amantes mereça o que a pobre mulher que me gerou não mereceu ou, se mereceu, não recebeu jamais. E de Sebastião José, meu Amor, desse ferocíssimo senhor que toda a Europa conhece como criminoso da pior espécie, que pode esperar-se? Que sabe ele de amor e de amar, se só lhe interessam honras, ainda que as não mereça, e fortunas, ainda que as não deva?</p>

<p>“Não sei o que nos próximos dias poderá acontecer. Temo que meu pai cumpra a ameaça e me feche no mais rigoroso dos conventos, para que assim eu pague os pecados de não poder contribuir para o bem de Portugal, dizem ele e o renegado conde, embora a um e outro só importem os louros de um lugar na corte ou de uma vitória nas negociações com Espanha.</p>

<p>“Como terei forças para me despedir de ti dizendo que talvez só no Céu nos encontraremos um dia, pois este é o futuro que por mais certo temos? Que Deus me perdoe, mas, se o convento me servir de prisão, não apagará nunca a paixão imensa que me une a ti e para sempre há-de unir. E decerto se dará em mim uma mudança que, aos olhos de Deus, não sei o que valerá contra a minha salvação. Se agora, estando no mundo, sou muito apegada a Nosso Senhor por orações e amor filial, fora do mundo não poderei ter coração e sentimentos para mais do que amar-te. E, se já pouco confio em que o próprio Céu consiga vencer a maldade da Terra que se move contra nós, de Deus ao menos espero que me não negue, na outra vida, a felicidade que nesta sem ti não alcançarei nunca.<br />
“Se podemos ser infinitos em alguma coisa, acredita que por ti é infinito o meu amor.”</p>

<p>A carta terminava com “Infinitamente tua, Josefa”.</p>

<p>Sóror Josefa preservou as suas virtudes no convento de maneira exemplar. Os jejuns eram diários, porque nunca se lhe aliviou na garganta aquele teimoso nó que os grandes desgostos provocam sempre. E jamais foi ouvida em conversas fúteis ou vista em devaneios amorosos, porque a sua alma e o seu corpo só poderiam pertencer ao homem que continuava a amar.</p>

<p>Eis o soneto, a que chamou “Infinito Amor”. </p>

<p><strong>Se não fosses meu Tudo, eu te aumentava,  <br />
Se não fosses meu Bem, eu te queria,  <br />
Se não fosses a Vida, eu morreria, <br />
Se não fosses Amor, inda te amava.  </p>

<p>Se não fosses Caminho, eu caminhava <br />
Nunca sentindo a dor que me doía. <br />
Se não fosses Verdade, eu aprendia <br />
A ver na noite a luz que me cegava. </p>

<p>Se não fossem teus olhos a buscar-me, <br />
Os meus em ti eu punha, enamorada, <br />
Por mais que poucas forças me faltassem. </p>

<p>E se fosse preciso sujeitar-me <br />
A ser por tua causa apedrejada, <br />
Eu beijaria as mãos que me matassem.</strong></p>

<p><strong>DANIEL DE SÁ</strong>	</p>]]>
</content>
</entry>

<entry>
<title>Lisboa é um tratado</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/lisboa_e_um_tratado.html" />
<modified>2007-10-22T01:08:37Z</modified>
<issued>2007-10-19T11:38:30Z</issued>
<id>tag:,2007:/1543.148408</id>
<created>2007-10-19T11:38:30Z</created>
<summary type="text/plain">Menos de 1% de portugueses saberá do que trata o Tratado de Lisboa. Estarei a ser optimista, pois a verdade será a de que menos de 0,1% de portugueses tem razoável noção do que está em causa neste acordo. E...</summary>
<author>
<name>Valupi</name>

<email>valupi@simplesnet.pt</email>
</author>
<dc:subject>Valupi</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>Menos de 1% de portugueses saberá do que trata o Tratado de Lisboa. Estarei a ser optimista, pois a verdade será a de que menos de 0,1% de portugueses tem razoável noção do que está em causa neste acordo. E serão 0,01% de portugueses aqueles que poderiam discutir o texto com algum proveito intelectual para os espectadores. Finalmente, talvez apenas 0,001% de portugueses tenha conhecimento suficiente de todo o processo para dele ter uma visão completa. Sim, estou a falar de 100 pessoas.</p>

<p>Seria de esperar que a situação permitisse aos partidos e aos publicistas alguma promoção da cidadania. Seria de esperar se ainda esperássemos alguma coisa inteligente dos caquécticos que ocupam o espaço público. Mas eles não falham, e até há quem se esteja a queixar de não ter sido gasto vinho do Porto na celebração. A bebedeira da imbecilidade não vai conseguir entornar o facto: a presidência portuguesa esteve à altura do desafio, ou terá superado as expectativas, mostrando capacidades técnica e política irrepreensíveis. Os mesmos das mesmas inanidades seriam os mesmos de outras insanidades caso tivesse fracassado o encontro. Viriam dizer que tal insucesso provava a incapacidade de Sócrates para chefiar o Governo de Portugal, e que tudo se devia à arrogância e autoritarismo tirano do fascista do <em>jogging</em>.</p>

<p>Quando se troca o amor à bandeira pelo amor à camisola, a camisola fica a cheirar muito mal.</p>]]>

</content>
</entry>

<entry>
<title>From here to eternity</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/from_here_to_eternity_1.html" />
<modified>2007-10-18T19:11:38Z</modified>
<issued>2007-10-18T19:11:13Z</issued>
<id>tag:,2007:/1543.148406</id>
<created>2007-10-18T19:11:13Z</created>
<summary type="text/plain"></summary>
<author>
<name>Valupi</name>

<email>valupi@simplesnet.pt</email>
</author>
<dc:subject>Valupi</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="deborah kerr2.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/deborah%20kerr2.jpg" width="577" height="698" /><br />
</p>]]>

</content>
</entry>

<entry>
<title>Justificação de faltas</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/justificacao_de_faltas_1.html" />
<modified>2007-10-17T17:11:53Z</modified>
<issued>2007-10-17T17:17:56Z</issued>
<id>tag:,2007:/1543.148400</id>
<created>2007-10-17T17:17:56Z</created>
<summary type="text/plain"></summary>
<author>
<name>João Pedro da Costa</name>

<email>almotasim@netcabo.pt</email>
</author>
<dc:subject>João Pedro da Costa</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><img alt="quatrodiscos.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/quatrodiscos.jpg" width="559" height="139" /></p>

<p><br />
</p>]]>
<![CDATA[<p><embed src="http://aspirinab.weblog.com.pt/jigsaw.MP3" width=500, height=25 controls=TRUE autoplay="false" loop="false"></embed><br><br />
<img alt="jigsaw.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/jigsaw.jpg" width="564" height="422" /><br></p>

<p><embed src="http://aspirinab.weblog.com.pt/beautiful.mp3" width=500, height=25 controls=TRUE autoplay="false" loop="false"></embed><br><br />
<img alt="beautifulpeace.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/beautifulpeace.jpg" width="377" height="287" /><br></p>

<p><embed src="http://aspirinab.weblog.com.pt/reverend.mp3" width=500, height=25 controls=TRUE autoplay="false" loop="false"></embed><br><br />
<img alt="reverend.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/reverend.jpg" width="616" height="295" /><br></p>

<p><embed src="http://aspirinab.weblog.com.pt/ourhell.mp3" width=500, height=25 controls=TRUE autoplay="false" loop="false"></embed><br><br />
<img alt="ourhell.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/ourhell.jpg" width="435" height="559" /><br></p>]]>
</content>
</entry>

<entry>
<title>A minha Ota</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/a_minha_ota.html" />
<modified>2007-10-17T17:17:23Z</modified>
<issued>2007-10-17T17:07:10Z</issued>
<id>tag:,2007:/1543.148401</id>
<created>2007-10-17T17:07:10Z</created>
<summary type="text/plain"> Em 1970, na esquadra da Ota, tudo chegava da América, ressalvando os géneros do rancho que vinham das hortas de Alenquer. Os aviões eram da guerra da Coreia, e a literatura que neles vinha inclusa tinha eficácia há muito...</summary>
<author>
<name>FMV</name>

<email>fmvenancio@hotmail.com</email>
</author>
<dc:subject>Jorge Carvalheira</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p><br />
<img alt="000417kk.jpg" src="http://aspirinab.weblog.com.pt/000417kk.jpg" width="709" height="424" /></p>

<p><br />
Em 1970, na esquadra da Ota, tudo chegava da América, ressalvando os géneros do rancho que vinham das hortas de Alenquer. Os aviões eram da guerra da Coreia, e a literatura que neles vinha inclusa tinha eficácia há muito comprovada, ou nas escolas do Texas ou em bases do Arizona. Ninguém sabia porquê, mas tudo funcionava. Obtinha-se a máxima produtividade com investimento mínimo, um conceito alienígena que só muito mais tarde assentaria arraiais no linguajar comum.</p>

<p>Faltava-nos treinar a sobrevivência no mar. E se a questão parece de somenos, num país de marinheiros, logo adquire as dimensões duma Ilíada caseira, quando calha apagar-se o fogareiro a trinta milhas da costa. E lá veio uma equipa americana.</p>

<p>Fingiu-se o mar na piscina que ali estava, ao fundo duma ladeira, rodeada de eucaliptos. Um cabo de aço amarrado numa copa, um rappel vertiginoso, e no fim um abraço de madrasta, à nossa espera nas águas de Fevereiro. Livra-te do arnês do pára-quedas, nada até ao salva-vidas que além está, a dançar ao rés das ondas, iça-te lá para dentro sem demora, verifica a pistola de sinais, os fumos e tudo o resto, não te esqueças dos anzóis que te farão muita falta, se ainda não congelaste estás muito bem assim, já que estás na mão de Deus.</p>

<p>Depois era só vencer os cem metros da ladeira, as botas a chocalhar e o fato a gotejar limos, e o vento enregelado que vinha do Montejunto, a morder-nos nas orelhas, a alancear-nos o peito.</p>

<p>A princípio ainda corri, mas aos poucos foi-me afrouxando o passo. E à porta do alojamento caí na primeira escada. Foi aí que me encontrou aquele anjo da guarda da senhora das limpezas, que vinha a pegar no turno. Deu o alerta, pôs-se a gritar por ajudas, e soltou-me das vestes encharcadas os ossos que estalavam sem controle. Levaram-me escada acima, meteram-me num chuveiro, gritaram que o médico viesse. E ele veio, um velho que era dentista, e estava na escala de serviço. Só o meu corpo é que não obedecia, tomado dum frenesi.</p>

<p>Desistiram do chuveiro que fervia, enfiaram-me na cama, e abraçaram a mim, numa esperança de milagre, o corpo generoso da <em>femme de ménage</em>, que me ofereceu o peito avantajado. Era uma <em>pietá</em> pagã. Mas nem ela conteve o motim dos meus ossos, nem acalmou aquela rebelião. E ainda hoje estou para decifrar o raciocínio do médico, que fez sair a mulher e lhe tomou o lugar, implorando ao meu corpo que parasse de vibrar.</p>

<p>Lentamente foi amainando o desvario, e os meus ossos deixaram de estalar. Eu voltei a tomar posse de mim mesmo e dispensei os serviços do médico. Tudo isto contaram-mo depois, o resto dos pormenores não os sei. Mas foram por muito tempo motivo de chacota. E talvez tema dum congresso médico, ou de algum <em>brain-storming</em> na América. A gente sabe lá! </p>

<p><strong>Jorge Carvalheira</strong></p>]]>

</content>
</entry>

<entry>
<title>O falso Sporting-Benfica de 1907</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/o_falso_sportingbenfica_de_190.html" />
<modified>2007-10-17T07:59:14Z</modified>
<issued>2007-10-17T07:53:40Z</issued>
<id>tag:,2007:/1543.148398</id>
<created>2007-10-17T07:53:40Z</created>
<summary type="text/plain">No passado dia 29 de Setembro, o jornal A Bola publicava uma foto supostamente «histórica»: os presidentes do Sporting e do Benfica em alegre confraternização num campo pelado de Carcavelos, celebrando o centenário do primeiro derby entre «leões» e «águias»....</summary>
<author>
<name>FMV</name>

<email>fmvenancio@hotmail.com</email>
</author>
<dc:subject>José do Carmo Francisco</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>No passado dia 29 de Setembro, o jornal <strong>A Bola </strong>publicava uma foto supostamente «histórica»: os presidentes do Sporting e do Benfica em alegre confraternização num campo pelado de Carcavelos, celebrando o centenário do primeiro derby entre «leões» e «águias». </p>

<p>Ora, a verdade é que o Sport Lisboa e Benfica só foi fundado em Setembro de 1908 e não poderia ter disputado nenhum derby em 1907. Consultando os jornais da época vê-se, na página 2 do <strong>Diário de Notícias </strong>de 2-12-1907, na rubrica «Vida Sportiva», uma notícia sobre o jogo entre o Sporting Clube de Portugal e o Sport Lisboa, cujo resultado foi de dois «goals» contra um. O jornal <strong>O Século </strong>dá uma notícia mais desenvolvida, sendo os elementos os mesmos. </p>

<p>Mas o livro <strong>Repórteres e reportagens de primeira página</strong>, de Jacinto Baptista e António Valdemar, na sua página 41 e sob o título «O primeiro Sporting-Benfica em 1907», vai mais longe. Ao citar as duas notícias do dia 2-12-1907, os seus autores tentam (num certo sentido) emendar a história: acrescentam um parêntesis recto e as palavras «e Benfica». Fazem essa operação duas vezes como quem repreende os zelosos jornalistas de 1907. </p>

<p>Simplesmente, os jornalistas de então limitaram-se a escrever a verdade: em 1907 não havia o Sport Lisboa e Benfica, que só foi fundado em Setembro de 1908. Logo não houve nenhum derby em 1907. </p>

<p>Os basbaques de 2007 (a começar pelos presidentes dos clubes) lá engoliram mais esta patranha do jornal <strong>A Bola</strong>. </p>

<p><strong>José do Carmo Francisco       </strong> <br />
</p>]]>

</content>
</entry>

<entry>
<title>Abrir a Pestana</title>
<link rel="alternate" type="text/html" href="http://aspirinab.weblog.com.pt/2007/10/abrir_a_pestana.html" />
<modified>2007-10-19T08:14:33Z</modified>
<issued>2007-10-16T18:00:17Z</issued>
<id>tag:,2007:/1543.148396</id>
<created>2007-10-16T18:00:17Z</created>
<summary type="text/plain">As declarações de Catalina Pestana ao Sol são assombrosas. Não conheço, em toda a minha vida, caso mais grave do que este, da Casa Pia, no que respeita à possibilidade de se credibilizar a suspeita de não estarmos num Estado...</summary>
<author>
<name>Valupi</name>

<email>valupi@simplesnet.pt</email>
</author>
<dc:subject>Valupi</dc:subject>
<content type="text/html" mode="escaped" xml:lang="en" xml:base="http://aspirinab.weblog.com.pt/">
<![CDATA[<p>As declarações de Catalina Pestana ao <a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=60125"><em>Sol</em></a> são assombrosas. Não conheço, em toda a minha vida, caso mais grave do que este, da Casa Pia, no que respeita à possibilidade de se credibilizar a suspeita de não estarmos num Estado de Direito. As suas denúncias são esmagadoras, o silêncio à sua volta explosivo. E qualquer cidadão que passe numa junta médica de psiquiatria pode ter estas duas certezas: crimes foram cometidos e muita gente no topo do Poder sabe por quem.</p>

<p>Os que se calam com algo para dizer, de políticos a publicistas, de jornalistas a polícias, de vítimas a testemunhas, podem ter as melhores razões do mundo, incluindo a defesa da vida se a sentirem ameaçada. O que não podem é castigar o mensageiro. Ora, Ana Gomes oferece-nos um exuberante <a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2007/10/pia-ex-provedora.html">sintoma</a> da doença moral com que a democracia portuguesa tem vivido nos últimos 30 anos. Creio que não serão apenas as peculiares hormonas femininas a explicarem a decisão de ter construído um soez ataque onde brinca com a gíria de <em>pia</em>. Há aqui outros factores em acção, como uma pulsão tribal, um ódio visceral contra outra fêmea, um urro de negação das evidências. E isso nem será o mais importante, pois todos temos direito à animalidade. O que verdadeiramente me fascina é a assunção de conhecimento. Ana Gomes revela saber de alguma coisa secreta, ilegal e escabrosa. Ela sabe de alguma coisa sobre os "outros", os da outra tribo, do outro clube. E, justiceira, poderosa, equitativa, pergunta, protesta, ameaça. </p>

<p>Quer-se dizer. Ou seja. Isto é. E cá para mim. A Ana. Também. Não. Pia.</p>]]>

</content>
</entry>

</feed>